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É hora de olhar para frente
   
     
 


22/10/2021

É hora de olhar para frente
Artigo de Adriano da Silva, administrador de empresas e sócio da Biolchi Empresarial

Revisitar a história pode ser um bom exercício. A distância no tempo permite conhecer e comparar o que deu certo antes, bem como verificar aquilo que não teve êxito. Exemplo do atual projeto econômico em implementação no Brasil, do qual muitas premissas e medidas remetem aos anos 1970 e 1980 — e que requerem governos autoritários para sustentar as mudanças nas relações de trabalho e de proteção social, aumentando o fosso das desigualdades. 

Ainda que politicamente seja complicado de explicar, é um sistema de fácil entendimento, baseado em três dimensões: desonerar, desindexar e desobrigar. Desonerar modernizando a legislação trabalhista e reduzindo freios à concentração de mercado; desindexar com o fim das vinculações de programas sociais ao salário-mínimo — e este da inflação, corroendo valores; e desobrigar com a eliminação de pisos e limites a cortes em setores essenciais, como o fim dos mínimos constitucionais para a saúde (15%) e educação (25%). 

Um projeto que, como tal, reforça as desigualdades, nos afastando do desenvolvimento humano, social, ambiental, econômico e tecnológico. E, ainda, colide com os preceitos da Constituição de 1988, os quais contemplaram limites e garantias sociais, fruto de uma grande negociação para estabelecer um novo contrato ao país. Colocar esse 3D em prática efetiva exigiria uma nova Carta — e cuja discussão é válida, porém isto é um assunto que merece melhor aprofundamento. 

Fato é que, enquanto o país se engalfinha em disputas polarizadas, uma maioria invisível assiste a tudo isso distante dos debates do poder. Esperam respostas para problemas concretos — e que se agravaram com a Covid-19, como o desemprego, a miséria e a diminuição da renda, sem contar a inflação que torna mais caros o aluguel, o gás e a comida. 

Diz o dito que para dar dois passos à frente, temos de dar um para trás. No entanto, mais temos recuado do que avançado. O país está cansado de ser dirigido pelo retrovisor — e quer que seus dirigentes mirem o futuro, trazendo soluções para as necessidades de agora e do amanhã. Que respostas os governantes e postulantes têm às mudanças da matriz energética? Da indústria 4.0? Da economia circular? Da adoção de novas tecnologias? 

É hora de olhar para frente. Colocar diferenças de lado e se guiar no que dá certo. Os brasileiros não querem saber de mortadelas e coxinhas. Querem ter a segurança de comer e pagar suas contas. Querem emprego e serviços que funcionem. Querem a certeza de um futuro seguro. Querem empreender, investir e progredir com segurança jurídica. Quem dará essas respostas? É o que todos esperamos.

Fonte: Mariana Leal Trava Dutra
Autor: O autor
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte

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