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A Democracia Relativa do PT e CPI do INSS
   
     
 


27/02/2026

A Democracia Relativa do PT e CPI do INSS
Artigo de Bady Curi Neto, advogado fundador do Escritório Bady Curi Advocacia Empresarial, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e professor universitário

Ao defender a eleição — fraudada ou, ao menos, desprovida de transparência — de Nicolás Maduro na Venezuela, o Presidente Lula, maior líder do Partido dos Trabalhadores, afirmou, naquela ocasião, em entrevista à Rádio Gaúcha, que as acusações de que a Venezuela seria uma ditadura constituíam uma “narrativa” e que “o conceito de democracia é relativo”.

Ao que tudo indica, as palavras do líder do PT parecem ter se tornado um mantra para seus asseclas.

Não é preciso relembrar todos os escândalos de corrupção e desvios de verbas públicas que assolaram o país durante os governos anteriores do Presidente Lula, até porque os escândalos atuais já são mais do que suficientes para provocar a indignação da população em geral.

Recentemente, o Congresso Nacional instituiu uma CPMI, presidida pelo Senador Carlos Viana e tendo como relator o Deputado Alfredo Gaspar, que, com altivez, independência e lhaneza, apura o denominado escândalo do INSS.

Segundo as investigações da Polícia Federal e, agora, da CPMI, havia um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, por meio do qual eram descontados de aposentados e pensionistas valores de seus parcos vencimentos, como se tivessem se tornado membros de associações das quais não faziam parte e às quais jamais autorizaram filiação.

Os descontos indevidos (fraudulentos), promovidos por essa organização criminosa à revelia de pensionistas e aposentados, alcançam a estratosférica quantia de mais de 6 bilhões de reais.

Importante destacar que, pelo que se tem noticiado, a fraude já está comprovada; agora, a CPI e o inquérito judicial pretendem desvendar quem são as pessoas nela envolvidas.

Ocorre que, todas as vezes em que as investigações alcançam pessoas ligadas ao Governo Lula, a base governista na CPMI impede a convocação desses indivíduos, o que deixa transparecer uma investigação seletiva.

Isso ocorreu com a rejeição da convocação do irmão do Presidente Lula, conhecido como “Frei Chico”, que ocupava o cargo de vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), entidade envolvida na fraude, tendo sido expedida ordem de bloqueio de 390 milhões de reais pelo Ministro André Mendonça.

Com o avanço das investigações, surgiu suspeita de que o filho de Lula, Lulinha, fosse sócio oculto do chamado “careca do INSS” e tivesse recebido repasses na ordem de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) mensais oriundos do esquema criminoso.

Em razão disso, houve requerimento de quebra do sigilo bancário e fiscal de Lulinha, aprovado pela maioria da CPMI.

Ao proclamar o resultado da votação e a consequente quebra do sigilo do filho do Presidente Lula, deputados da base aliada do Governo, descontentes com a aprovação do requerimento e inconformados com o resultado, partiram para tentativa de agressão ao Presidente da CPMI, com bate-bocas e vias de fato.

A sessão precisou ser suspensa em razão da confusão promovida por deputados petistas, aliados do Presidente Lula, em verdadeiro espetáculo de baixaria, incivilidade e desrespeito à Casa do Povo.

Ao que tudo indica, o conceito de “democracia relativa” mencionado por Lula, como exposto no início deste artigo, passou a ser um mantra a ser seguido por deputados petistas que, além de almejarem uma investigação seletiva, não demonstram respeito pelo resultado de votação na qual foram democraticamente derrotados.

Tenho dito!!!

Fonte: Bady Curi Neto
Autor: O autor
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte

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