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Municípios avançam na construção de ecossistemas de inovação com apoio do Sebrae RS

Camaquã, Garibaldi, Gravataí, São Leopoldo e Três de Maio concluíram etapa de avaliação e, a partir de 2027, passarão a adotar a Metodologia ELI

01/09/2026 Mari Alves Fonte: Assessoria de Imprensa Sebrae RS
Municípios avançam na construção de ecossistemas de inovação com apoio do Sebrae RS
Foto: TravelScape/Magnific/Reprodução

Camaquã, Garibaldi, Gravataí, São Leopoldo e Três de Maio estão avançando em uma trajetória de fortalecimento da inovação em seus territórios. Os cinco municípios, que desde 2025 desenvolvem ações por meio da Abordagem ATIVA do Sebrae RS, concluíram a aplicação do Radar de Maturidade, ferramenta que permite identificar o estágio de desenvolvimento dos Ecossistemas Locais de Inovação (ELI) e apontar oportunidades de evolução. A partir de 2027, os municípios iniciarão uma nova etapa, passando a utilizar a Metodologia ELI.

Os resultados estão sendo apresentados individualmente às governanças municipais em encontros de devolutiva realizados pelo Sebrae RS. Em cada agenda, além da análise do Radar, são discutidos os caminhos para dar continuidade ao trabalho de articulação entre os diferentes atores locais.

A Abordagem ATIVA é voltada a territórios em que a temática da inovação ainda está em processo de desenvolvimento. Por meio de atividades adaptadas às necessidades de cada localidade, trabalha conceitos de empreendedorismo e inovação e estimula a participação de governo, empresas e instituições de ensino. A jornada busca ampliar o acesso ao tema e criar as condições para que os municípios avancem na construção de iniciativas próprias.

Segundo a analista de Projetos de Inovação do Sebrae RS, Natália Canever, o Radar funciona como um diagnóstico que ajuda a identificar os pontos que precisam ser fortalecidos. A ferramenta avalia seis vertentes dos ecossistemas: Ambientes de Inovação, Programas e Ações, ICTIs, Políticas Públicas, Capital e Governança, considerando aspectos como efetividade e integração entre os atores.

"Podemos pensar nisso como um check-up de saúde: vamos medir a temperatura e ver o que está prosperando, e o que precisa de suporte para ser alavancado", explica Natália.

A transição para a Metodologia ELI amplia essa atuação. Enquanto o ATIVA trabalha a ativação da inovação em territórios que estão iniciando ou fortalecendo essa agenda, o ELI propõe uma estratégia de longo prazo para consolidar o ecossistema local. O trabalho parte da realidade de cada município, com mapeamento, diagnóstico e construção de um plano de ação, além do acompanhamento da implementação das iniciativas definidas pelos próprios atores locais.

A analista destaca que "cada ecossistema é único, com suas próprias características ambientais, sociais, econômicas e culturais. A metodologia oferece um caminho adaptável para cada ecossistema, guiando-o com segurança e flexibilidade, para garantir um bom resultado em sua jornada de inovação". Com a mudança, Camaquã, Garibaldi, Gravataí, São Leopoldo e Três de Maio se somarão aos 14 Ecossistemas Locais de Inovação que já desenvolvem ações no Estado por meio da Metodologia ELI. A expectativa é que a nova etapa fortaleça a conexão entre pessoas, empresas e instituições, além de contribuir para a criação de um ambiente mais favorável ao surgimento e ao crescimento de negócios inovadores e ao desenvolvimento dos territórios.

Para Natália, a articulação entre os diferentes atores é um dos elementos centrais desse processo. "A conexão e união de esforços, a priorização de setores e um plano de ação focado e consistente possibilitam a evolução e o desenvolvimento do ecossistema", finaliza.

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