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Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas

Índice registra 43,7 pontos em março e renova mínima histórica

27/04/2026 Redação Fonte: Assessoria de Imprensa da Fecomércio RS
Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas

A Fecomércio-RS divulgou hoje, 27 de abril, os resultados da edição de março de 2026 da Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas (ICF-RS), levantada pela CNC nos últimos dez dias de fevereiro de 2026 em Porto Alegre. O índice registrou 43,7 pontos, apresentando queda de 1,6% em relação a fevereiro de 2026 e recuo de 26,6% na comparação com março de 2025. O ICF e seus componentes variam de 0 a 200 pontos, sendo que resultados abaixo de 100 pontos indicam percepção média pessimista dos consumidores, que se intensifica quanto mais próximo de zero se encontra o indicador.

O resultado reforça a trajetória recente de deterioração da confiança das famílias, com o ICF-RS registrando a décima terceira queda consecutiva na margem. Dos sete componentes analisados, seis apresentaram retração no mês (Perspectiva Profissional, -8,2%, para 8,2 pontos; Momento para Consumo de Bens Duráveis, -13,3%, para 6,2 pontos; Perspectiva de Consumo, -4,1%, para 49,3 pontos; Avaliação da Renda Atual, -1,4%, para 77,4 pontos; Nível de Consumo Atual, -0,6%, para 34,7 pontos; e Acesso ao Crédito, -0,1%, para 64,0 pontos), enquanto apenas um apresentou avanço (Situação Atual do Emprego, +0,2%, para 66,2 pontos). Além disso, todos os indicadores permanecem em patamares inferiores aos observados no mesmo período do ano anterior.

"Os resultados de março de 2026 reforçam a piora da confiança das famílias, com recuo disseminado entre os indicadores. A piora das expectativas de consumo aliada à percepção de estado deprimido do consumo atual evidencia um cenário de acomodação da confiança em patamar historicamente baixo. Nesse contexto, mesmo diante de indicadores macroeconômicos mais favoráveis, especialmente no que se refere à renda e ao emprego, a percepção das famílias segue pessimista, refletindo provavelmente restrições financeiras e maior comprometimento da renda com o pagamento de dívidas. Assim, os dados apontam para um consumidor mais cauteloso nas decisões de gasto", avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP.

Veja a análise econômica e os dados completos.

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