Moinhos de Vento recebe Selo Ouro do GHG Protocol e avança na redução de emissões com retirada do óxido nitroso
Instituição completa seis anos consecutivos de inventários de gases de efeito estufa e transforma dados sobre suas emissões em ações concretas de descarbonização
O Hospital Moinhos de Vento recebeu novamente o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, referente ao Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) de 2025. A conquista marca o sexto ano consecutivo em que a instituição realiza o levantamento de suas emissões, consolidando uma série histórica que amplia o conhecimento sobre seu perfil de emissões e orienta decisões para reduzir seu impacto ambiental.
O Selo Ouro é a mais alta qualificação do Programa Brasileiro GHG Protocol e indica que a organização publicou um inventário completo e submetido à verificação independente por um Organismo de Verificação de Inventários de Gases de Efeito Estufa acreditado pelo Inmetro.
No Moinhos de Vento, o processo é realizado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), seguindo os requisitos aplicáveis da ISO 14064. A verificação independente reforça a robustez, a rastreabilidade e a credibilidade das informações apresentadas. Os dados também são disponibilizados no Registro Público de Emissões da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Ao longo dos seis anos de monitoramento, o Hospital tem utilizado os inventários não apenas para mensurar suas emissões, mas para identificar as fontes de maior impacto e orientar mudanças concretas em seus processos.
"Medir nossas emissões com consistência ao longo desses seis anos nos permitiu avançar de um diagnóstico cada vez mais preciso para decisões concretas. A retirada do óxido nitroso é um exemplo dessa evolução: identificamos uma fonte relevante de emissões diretas e transformamos essa informação em uma mudança efetiva na assistência. Esse é o caminho que queremos aprofundar: usar evidências para orientar escolhas capazes de reduzir nosso impacto ambiental e tornar a operação cada vez mais sustentável", afirma Mohamed Parrini, CEO do Hospital Moinhos de Vento.
Um dos principais exemplos desse movimento é a decisão de descontinuar o uso do óxido nitroso (N?O) na instituição. Utilizado na assistência, o gás integra as emissões diretas, classificadas como Escopo 1, e possui elevado impacto climático.
A partir da identificação e da mensuração dessa fonte nos inventários, o Hospital avançou na substituição do gás, uma medida que já começa a se refletir na redução das emissões de Escopo 1 registradas no Inventário de 2025.
Como a mudança ocorreu ao longo do período analisado, seu impacto integral deverá aparecer de forma mais representativa no próximo inventário, que contemplará um ciclo completo após a retirada do óxido nitroso.
A iniciativa reflete o avanço da estratégia climática do Hospital Moinhos de Vento, que parte da mensuração e da verificação das emissões para identificar oportunidades e transformar processos com potencial de reduzir impactos ambientais. Nesse contexto, o inventário deixa de ser apenas um instrumento de transparência e passa a atuar também como ferramenta para orientar decisões institucionais.
O reconhecimento do GHG Protocol e as ações de descarbonização são resultados complementares desse trabalho. Enquanto o Selo Ouro atesta a completude, a transparência e a verificação independente do inventário, iniciativas como a retirada do óxido nitroso demonstram como esse conhecimento pode se traduzir em mudanças concretas para reduzir a pegada de carbono da instituição.
Sobre o Programa Brasileiro GHG Protocol
Criado em 2008, o Programa Brasileiro GHG Protocol é coordenado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces) e adapta a metodologia GHG Protocol à realidade brasileira. A iniciativa estimula organizações a mensurar e divulgar suas emissões de gases de efeito estufa, fortalecendo a gestão das emissões e a transparência diante dos desafios das mudanças climáticas.