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Mês das Crianças: a dinâmica da publicidade para as novas gerações
   
     
 


15/10/2019

Mês das Crianças: a dinâmica da publicidade para as novas gerações
Artigo de Pâmela Rosa, sócia da agência Batuca

Fazemos publicidade para as pessoas. Aprendemos sobre os produtos que precisamos vender, pensamos e repensamos qual mensagem queremos passar, quebramos a cabeça para apresentar de uma maneira que os maximize. Mas, sempre, o ponto central são as pessoas. Falamos aqui de todos os tipos, que cada dia estão mais diversos, nos exigindo mais do que nunca exercitar uma das palavras mais importantes da última década: empatia. Com tantas particularidades, a chave da comunicação atual é entendermos que vivemos em um universo em que uma linguagem unilateral tão vívida naqueles estereótipos publicitários dos anos 50 não funciona mais. E que, em um mundo de tantas singularidades, a publicidade precisa ouvir mais do que falar.

Quando falamos em nos colocar no lugar do outro, nenhum outro público nos exige tanto esforço como as novas crianças. Porque não só precisamos seguir todos os limites éticos que como cidadãos, acima de publicitários, temos o dever de seguir, como precisamos dar um pulo geracional e entender um novo comportamento de consumo.  Mas, antes, vamos voltar alguns passos para entender o que mudou dos velhos modelos tradicionais. 

Quando falamos de gerações, a primeira e mais relevante na anterioridade da cronologia são os babyboomers, nascidos entre 1946 e 1964. Esta geração se criou em um mercado pós-guerra e com a necessidade de repovoamento, sem nenhum contato com o mundo digital. A publicidade pôde se comunicar de uma maneira muito otimista e diretamente incentivando o consumo, já que ele era símbolo de progresso. Na sequência, vem a Geração X, dos nascidos entre 1965 e 1979, e que cresceram escutando promessas sobre um mundo mais eletrônico, mas que ainda era distante da sua realidade. Esta geração focou no trabalho e valorizou a pose e o crescimento monetário.  

Já a Geração Y, os chamados Millennials, nascidos entre 1980 e 1996, cresceram junto com a transformação de um mundo analógico para um mundo digital. Aprendendo a se conectar, utilizaram a internet como uma maneira de pensar. Potencializada pelo acesso à informação, mudaram a compreensão de pose, onde o ter foi substituído pelo ser. Mais recentemente, a Geração Z aproximou mais ainda as narrativas e os nascidos entre 1997 e 2010 crescerem totalmente imersos no mundo digital. Esses trouxeram novos comportamentos nunca trazidos pelas gerações anteriores, como a preocupação com a saúde, o bem-estar, tendo os baixos índices de uso de drogas e álcool. 

E, com isso, chegamos nos Alphas, os filhos dos Millennials, ou seja, todas as crianças nascidas pós 2010. O mundo ao seu redor está 100% conectado, seus pais já utilizam da tecnologia boa parte do dia, as relações de família mudaram e eles estão acostumados a papéis parentais com deveres e direitos mais distribuídos. Eles não compreendem a separação entre o mundo digital e o físico e, por mais que seus pais ainda tentem incentivar um comportamento mais off-line, não podemos negar que as telas estão muito mais presentes nas mãos das crianças do que a terra. 

Mas, o que não podemos negar é que este grupo chegará a 2 bilhões de pessoas em 2025, quando se prevê que se encerre o seu ciclo, ou seja, teremos que falar a sua língua. O desafio na publicidade é que quando criamos, somos tendenciados a olhar por nossa ótica, nossa visão de mundo e nossa bagagem. Esse é um processo natural e a mágica que nos distingue. Mas, só conseguimos criar algo que realmente impacte, quando falamos a língua e abordamos os interesses do nosso público-alvo. Aqui mora o desafio: precisamos de respostas mais ágeis para impactar esse público. Precisamos surfar na onda dos assuntos falados e nos desprender dos nossos limites entre o mundo digital e off-line. Precisamos sim, criar campanhas mais integradas e que instigue ao novo, porque, diferente do que é para gente, isso nem é mais novidade para eles. 

Estudar gerações nos auxilia a entender as características em comum que um determinado grupo compartilha por ter crescido em um universo de muitas similaridades culturais, sociais, econômicas e, principalmente, tecnológicas.  O que precisamos, como comunicadores, é cada vez mais estarmos atentos que o mundo vai mudar e, cada vez em períodos mais curtos, e que a velha publicidade pouco atrativa dos bordões sem conteúdo e mascarando um produto não será mais suficiente.  

(*) Pâmela Rosa é sócia da agência Batuca, mestre em design pelo PGDesign-UFRGS (2018) e possui graduação em Design pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) (2016). Tem também formação de nível técnico em Programação Visual pelo Instituto Federal de Educação Ciências e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (2010).

Sobre a Batuca

Fazendo barulho desde 2012, a Batuca é uma agência de publicidade inquieta, que acredita que ideias barulhentas podem mudar negócios, vidas e marcas. Com sede em Bento Gonçalves (RS) e operação também em Porto Alegre (RS), a Batuca conta com uma equipe de profissionais de diversas áreas da comunicação e de diferentes regiões do país, prezando pela pluralidade de soluções e pela excelência na entrega de suas peças. A agência é comandada pelos sócios André Lima, Helena Ben e Pâmela Rosa. Quem já faz barulho com a Batuca: Bettanin, Croasonho, Grendene, Keep Cooler, OU, Sicredi, Souza Cruz, Volare, entre outros. Em sete anos de história, a Batuca conquistou os prêmios FEPI (Festival Internacional de Publicidade Independente) e Colunistas Sul. 

Conheça mais em: www.agenciabatuca.com.br.

Fonte: Stéphanie Borin
Autor: A autora
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte
Autor da foto: Divulgação


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