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Unidades consumidoras que já poderiam migrar para o mercado livre de energia no RS
   
     
 


03/12/2021

Unidades consumidoras que já poderiam migrar para o mercado livre de energia no RS
Estudo da CCEE revela que o Rio Grande do Sul tem mais de 7,3 mil unidades nessa situação

São empresas de grande e médio porte como indústrias e shoppings que ainda são abastecidas pelo mercado regulado e que hoje possuem, sozinhas ou em comunhão, carga superior a 500 kW

Um estudo inédito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE revelou que no Rio Grande do Sul existem mais de 7,3 mil Unidades Consumidoras (UCs) que já poderiam fazer parte do mercado livre de energia e ter um fornecimento potencialmente mais barato e mais adequado às suas necessidades individuais.

Os consumidores identificados pela Câmara são empresas de grande e médio porte, como indústrias, shoppings ou redes de supermercados que, sozinhos ou em comunhão, alcançam carga acima de 500 kW, a demanda mínima exigida atualmente para operar no segmento.

O mercado livre permite negociação direta de contratos com fornecedores, sejam eles geradoras ou comercializadoras. Cerca de 2,3 mil UCs já fazem parte desse modelo de contratação somente no estado gaúcho. Entre os que já podem, mas ainda não estão, a maior parte está na faixa de consumo comercial, seguido por poder público, rural, industrial e serviço público.


Na avaliação da CCEE, o que falta para que essas companhias migrem para o mercado livre é uma maior oferta de modelos de contratos que garantam uma conta mais barata, de forma simples e com risco reduzido para o consumidor. "Esses grupos não possuem equipes especializadas em gestão de compra e venda de energia, então precisam de todo o apoio possível nessa transição, bem como no dia a dia da operação no mercado e no gerenciamento dos contratos", diz Talita Porto, vice-presidente do Conselho de Administração da CCEE.

Para resolver a questão, a Câmara defende o desenvolvimento da categoria de comercializador varejista, que pode intermediar a negociação e tornar o processo menos burocrático e mais seguro. "É a figura que assume parte dos riscos associados às volatilidades do mercado e que pode representar seus clientes no segmento, fazendo com que a migração seja simplificada", complementa Talita.

Sobre a CCEE

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. A CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. O papel da CCEE é fortalecer o ambiente de comercialização de energia - no ambiente regulado, no ambiente livre e no mercado de curto prazo - por meio de regras e mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor (geração, distribuição, comercialização e consumo).

Fonte: Assessoria de Imprensa
Autor: Fábio Souza
Revisão e edição: de responsabilidade da fonte

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